Há três coisas simples que quase toda a gente pode mudar e que pesam mais do que se pensa. A primeira é o volume: auscultadores acima de metade da escala durante horas seguidas mantêm o ouvido interno sob carga constante, e nenhum suplemento compensa isso.
A segunda é o silêncio absoluto ao deitar. Parece contraintuitivo, mas um quarto totalmente silencioso aumenta o contraste com o ruído interno e é por isso que o zumbido parece pior à noite. Um som ambiente baixo — uma ventoinha, uma aplicação de ruído branco, a janela entreaberta — reduz esse contraste.
A terceira é o sono. Semanas de má qualidade de sono tornam qualquer acufeno mais presente, e o inverso também é verdade. Registar durante um mês as noites em que o apito incomoda mais costuma revelar um padrão que nada tem a ver com o ouvido.
Há ainda um cuidado que passa despercebido: não somar duas fontes do mesmo ativo. O Aurivit já dá 240 mg de ginkgo por dia, e juntar outro suplemento de «circulação» ou «memória» faz sair por cima do intervalo estudado sem trazer nada. O mesmo vale para a vitamina A, cujo valor de referência diário fica coberto com duas cápsulas: ao contrário da B2, que é hidrossolúvel, esta acumula-se no fígado.
Estas medidas não substituem a consulta. Servem para o período em que se espera pela consulta, e para depois dela.