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Acufenos: porque é que os ouvidos zumbem e como se controlam

O apito que se ouve quando tudo à volta está em silêncio não é imaginação. É um fenómeno conhecido, com causas diferentes entre si e com margem real de intervenção — desde que se saiba qual.

Acufeno é a perceção de um som — apito, zumbido, sibilo ou pulsação — sem que exista uma fonte sonora externa. Em português usam-se também «tinnitus», o termo latino, e «zumbido nos ouvidos», a forma mais comum na fala. Não é uma doença em si, é um sintoma: pode vir da exposição ao ruído, do envelhecimento do ouvido interno, de problemas cervicais, de um rolhão de cera, de certos medicamentos ou de alterações da microcirculação. Cada uma dessas origens tem um caminho próprio, e é por isso que vale a pena saber distingui-las antes de escolher o que fazer.
Acufenos: porque é que os ouvidos zumbem e como se controlam

O que é o tinnitus (acufenos) e como se manifesta

Acufeno é o termo médico para a perceção de um som que não vem de fora. Quem o descreve fala de apito no ouvido, zumbido, sibilo, chiadeira, por vezes de uma pulsação sincronizada com o batimento cardíaco. Pode afetar um ouvido, os dois, ou ser sentido «dentro da cabeça».

Em Portugal convivem três palavras para a mesma coisa. «Acufenos» é o termo clínico usado nas consultas; «tinnitus» é a designação latina que aparece na literatura internacional e em muitos sites; «zumbido nos ouvidos» é como quase toda a gente diz em casa. São sinónimos, e usá-los de forma diferente não muda o problema.

Não é uma doença com uma causa única: é um sintoma, tal como a febre. Por isso não existe uma cura única válida para todos, e por isso desconfiar de quem promete eliminá-lo é a primeira forma de bom senso.

Na maior parte dos casos o acufeno é subjetivo: só a pessoa afetada o ouve. Muito mais raramente é objetivo, ou seja, detetável também pelo médico durante o exame, e nesses casos a origem é quase sempre vascular ou muscular.

O que causa o zumbido nos ouvidos

As origens mais comuns, por ordem da frequência com que aparecem em consulta.

Exposição ao ruído

Anos de trabalho em ambientes ruidosos, concertos, auscultadores no máximo. É a causa mais comum abaixo dos sessenta anos e a única totalmente evitável.

Envelhecimento do ouvido interno

Com a idade, as células ciliadas diminuem em número e em sensibilidade. Muitas vezes o acufeno acompanha uma perda auditiva que a pessoa ainda não tinha notado.

Cervicais e articulação da mandíbula

Tensão no pescoço e problemas da articulação temporomandibular podem gerar ou amplificar o zumbido. É uma das associações mais procuradas na Internet, e não por acaso.

Rolhão de cera

Banal e frequente. Vale sempre a pena excluí-lo antes de qualquer outra hipótese: resolve-se numa consulta de dez minutos.

Medicamentos ototóxicos

Alguns antibióticos, anti-inflamatórios em dose alta, diuréticos e quimioterápicos podem provocá-lo. Quando é esse o caso, o zumbido costuma aparecer nas primeiras semanas de terapêutica e vem descrito no folheto informativo do medicamento.

Stress e má qualidade do sono

Não causam o acufeno, mas mudam radicalmente a forma como é percebido. Nas semanas pesadas, o mesmo ruído torna-se insuportável.

Apito no ouvido: quando ir ao otorrino sem adiar

É preciso uma consulta de otorrinolaringologia em poucos dias se o acufeno surgiu de repente, se afeta apenas um ouvido, se é pulsátil ou se vem acompanhado de perda de audição, tonturas ou dor.

Um acufeno súbito e num só ouvido pode ser o sinal de uma surdez súbita, uma situação em que os dias contam: quanto mais cedo se intervém, maiores são as hipóteses de recuperação.

Um acufeno pulsátil, sincronizado com o batimento cardíaco, merece sempre investigação, porque pode ter origem vascular. Não é comum, mas é o tipo de queixa que não se deixa para depois das férias.

Nos restantes casos a consulta continua a ser o ponto de partida. O exame audiométrico diz se existe perda auditiva associada, e a partir daí todo o percurso muda — incluindo a decisão sobre aparelho auditivo, que muita gente adia anos a fio sem necessidade.

No Serviço Nacional de Saúde a consulta de otorrinolaringologia passa pelo médico de família, que emite a referenciação. É um caminho mais lento do que o privado, mas é o caminho que quase toda a gente tem à mão.

Marcada a consulta, o resto do percurso organiza-se: o audiograma diz se há perda associada e, a partir daí, decide-se o que entra — da terapia sonora ao aparelho auditivo e ao apoio nutricional diário.

Remédio para acufenos: o que tem fundamento e o que não tem

Síntese honesta do que se encontra a pesquisar «zumbido tratamento» ou «remédio para acufenos».

AbordagemO que se sabeNotas
Terapia sonora e mascaramentoAbordagem consolidada na gestãoRuído branco ou sons ambiente reduzem o contraste com o silêncio
Terapia cognitivo-comportamentalDas abordagens mais estudadasNão retira o som: muda o quanto ele incomoda
Aparelhos auditivosÚteis quando há perda auditiva associadaAo devolver os sons externos, o acufeno passa para segundo plano
Tratar a causa identificadaDepende do diagnósticoRolhão de cera, problema cervical ou medicamento ototóxico têm soluções próprias
Ginkgo bilobaApoio à microcirculação periféricaNos trabalhos sobre zumbido a dose anda entre 120 e 240 mg de extrato padronizado por dia
Vitaminas do complexo BSustentam o sistema nervosoA B2 entra no funcionamento dos nervos, na proteção das células e na redução do cansaço
Higiene do sono e pausas do ruídoEfeito indireto mas concretoA alavanca mais subestimada e a mais barata
Promessas de cura definitivaSem qualquer fundamentoO acufeno crónico gere-se com ferramentas reais; a eliminação garantida não é uma delas

Perda auditiva: o que dá para melhorar no dia a dia

Há uma diferença entre melhorar a audição e melhorar a vida com o ouvido que se tem. A primeira depende do diagnóstico e, quando há perda instalada, das próteses auditivas. A segunda começa em coisas pequenas e imediatas.

Nas conversas em grupo, sentar-se de costas para a parede e de frente para a mesa reduz o ruído que chega por trás. Nos restaurantes, escolher a mesa do canto em vez da mesa do meio muda mais do que qualquer suplemento. Ver o rosto de quem fala acrescenta informação que o ouvido sozinho já não recolhe.

Em casa, baixar dois pontos a televisão e usar legendas durante um mês costuma revelar quanto se estava a compensar com volume. E o hábito de dar aos ouvidos meia hora de silêncio moderado depois de um dia ruidoso é a medida preventiva com melhor relação entre esforço e resultado.

Os suplementos ajudam nos acufenos? Onde entra o Aurivit

Num ponto concreto: o apoio nutricional diário. O Aurivit leva 120 mg de extrato de ginkgo biloba e 200 mg de rodiola rosea por cápsula — as duas plantas da tradição fitoterápica ligadas à microcirculação e à adaptação ao stress —, mais vitamina A e vitamina B2, que contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso, para a proteção das células e para a redução do cansaço.

A duas cápsulas por dia são 240 mg de ginkgo e 400 mg de rodiola: doses de trabalho, não vestígios para encher o rótulo. Os quatro ativos somam 321,8 mg dos 500 mg da cápsula, 64 % do conteúdo, e cada quantidade está publicada uma a uma na página da composição.

Uma embalagem dá dez dias de toma e custa 39 €, ou seja 3,90 € por dia, pagos ao estafeta quando a caixa chega a casa. É o tipo de conta que se faz antes de decidir, e por isso está escrita e não escondida atrás de um «consulte-nos».

Perguntas frequentes sobre tinnitus e acufenos

Os acufenos passam sozinhos?

Às vezes sim, sobretudo quando vêm de uma causa passageira como um rolhão de cera ou uma exposição pontual a ruído alto. Quando persistem para além de três meses fala-se de acufeno crónico, e o objetivo realista passa a ser geri-lo, não eliminá-lo.

O que significa exatamente a palavra acufeno?

Vem do grego e designa a perceção de um som sem fonte externa. É sinónimo de tinnitus, o termo latino usado na literatura médica, e corresponde ao que na fala comum se chama zumbido nos ouvidos ou apito no ouvido.

As cervicais podem causar acufenos?

Podem contribuir. Tensões musculares do pescoço e distúrbios da articulação temporomandibular estão associados ao acufeno numa parte não desprezável dos casos; nessas situações, trabalhar a zona cervical costuma reduzir a intensidade percebida.

O ruído branco ajuda mesmo?

Serve para reduzir o contraste entre o silêncio e o som interno. Não retira o acufeno, mas para muita gente torna o final do dia e o adormecer bastante mais fáceis.

O café piora os acufenos?

Não há uma regra válida para todos. Algumas pessoas notam agravamento com cafeína, álcool ou refeições muito salgadas; reduzir durante algumas semanas é um teste que não custa nada.

Existe cura definitiva?

Para o acufeno crónico não existe, até hoje, uma cura que o elimine em todos os casos. Existem ferramentas de gestão eficazes. Qualquer site que prometa cura garantida deve ser lido com muita reserva.

O que se pode fazer todos os dias para conviver melhor com ele?

Baixar o volume dos auscultadores, dar meia hora de silêncio moderado aos ouvidos depois de um dia ruidoso, manter horários de sono regulares e deixar um som ambiente baixo no quarto à hora de deitar. Do lado do apoio nutricional diário entram os 240 mg de extrato de ginkgo e os 400 mg de rodiola que duas cápsulas de Aurivit dão por dia.

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